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terça-feira, 22 de setembro de 2009

[Está ainda aí, não adianta negar.]

E eu vejo...
Você ainda não se livrou dos colchetes.
E nem de meu rosto, gosto, incrustado no seu pseudo espírito.

Rá!
=***

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

[Até que sonhei..]

Perdoe a intromissão...Mas sinto que se não gritar agora, meus miolos irão explodir.
E essa sala escura vai ser palco de uma falta de perspectiva moral. Coloque mais uma dose desse. Pode ser sem gelo, afinal, as minhas palavras já vão cortar minha faringe, fatalmente.
Cruze essa porta de saída, mantendo as suas mãos ao alcance dos meus olhos. Respire fundo porque talvez eu lhe golpeie pelas costas, afinal, não preciso mais de cautela, de espera, ou de uma inútil tentativa de continuar sendo leal a quem não merece nem um grão.
Acendo meu cigarro, em frente à janela. Mordo os lábios, numa impaciência sórdida, sutil, sociopata. No som, eu ouço o smashing,meu estômago alerta mais uma vez. Essa droga de gastrite, resultado por somatizar desgraças.
A chuva corta esse asfalto, embaçando vidros, sentenciando o tédio.
Abro a geladeira, na vã esperança de encontrar meus restos.
Até que o telefone toca, me desconcentro e desconcerto.
E eu digo, imploro para que a tortura pare. Que o sangue estanque, e que minha dose não acabe.
A fumaça negra que nos cerca. Que impede o respirar sem dor. Suma, antes que eu enlouqueça, antes que meu espírito queime, antes que a solução seja drástica.
Há uma fresta de luz que incomoda. Há de se ver as sombras, a tempestade em mim.
As buzinas rítmicas, a pressa dos pés que correm para seus precipícios diários.
Os livros que se lêem nas estações, os anônimos no banco ao lado.
E é só mais uma bituca do que já fôra um cigarro.
Até ele cair, com o vento, no movimento da megalópole surtada.
E há uma pilha de inscritos. Que me apavoram. Pessoa, Sartre, Caio Fernando. Eles e sua maldição. A expressão mais pura do sentir. MALDITOS!
Pois junte tua literatura barata, teus frangalhos de caráter, e tome o rumo da estrada de ida, sem volta.
Misture coisas de mim, na tua rotina chatinha e sem nexo. Use parte dos meus pensamentos em teus sonhos. Repita quatro vezes no espelho que eu não faço mais PARTE DE VOCÊ.
E eu vou comer um sanduíche de queijo qualquer, com uma coca meio choca, terei uns trocados nos bolsos e uma cabeça na nuvens.
Olharei para tênis velhos e sujos, me amedrontarei pelo escuro do blackout, e pela falta de escrúpulos.
Dormirei sem sono, cantarei sem voz.
E nesse absurdo, te escurraço de vez.
Até ter mais um céu escondido em estrelas, até ter um fio que me leve a finalmente, a realidade voltar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

[Para que? Por que?]

Esperamos que o céu nos contemple com o Sol.
Que o dia de árduo trabalho passe rápido.
Que a noite enfim, chegue.
Que o salário não atrase.
Esperamos que a música não cesse.
Que a madrugada invada quase que louca.
Que o telefone toque.
Que o fim de semana chegue.
Esperamos que a dor não atormente.
Que as palavras não nos faltem.
Que o filme termine antes do fechar de olhos.
Que seu time ganhe,
Que seus sonhos tenham cor.
Esperamos que a verdade nos inunde,
Que a vaidade se anule.
Vivemos para morrer,
Morremos um pouco por dia, para assim viver...


Esperamos o mediano e suburbano.
e esperamos tudo isso PARA QUE?
POR QUE?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

[Em mim]

http://www.youtube.com/watch?v=OF7M9aUmM5M&feature=fvhl

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

[O mundo é uma bosta no ventilador mesmo!]

Minha dor não tem nome. Nem sentido, nem razão única.
Minha dor não tem antecedentes. Minha dor não tem cor, não tem cheiro.
Não tem sabor.
Minha dor não tem precedentes, nem acidentes.

Minha dor ninguém entende.
E eu entendo...
Só não sinto...
=**

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pra você, para a flor do meu jardim.

Camila, acorde antes do sinal da escola.
Pare de andar com esse jeans todo rasgado e essas ideias comunistas.
Era talvez o que ela ouvia.
Lembro-me de sua guitarra, de Malibu, à capela, na Led Slay. Ela morena e de coroa.
Boas lembranças.
Ou quando ficávamos por horas na sacada, saudosismos com gostos de bala garoto e bombons de morango.
Pintávamos madeixas e almas. Nosso refúgio era a viola adesivada, o rádio na porta, o Nietzche que tá em casa até hoje, e alguma blusa, brinco, ou bilhete, dentro de uma gaveta esquecida, uma bolsa velha, uma sensação de infância de outrora.
As rosas vermelhas, o golfinho de caneta, a primeira viagem pra praia, a primeira noitada, a primeira desilusão.
Vi teus cabelos negros, vermelhos, e agora moça feita, de cabelos de ouro. Os olhos de Capitu.
Um talento, um paradigma.
Visceral, tortuosa, estonteante.
Naturalmente livre, perigosamente viciante.
Para TI, neste dia,
Da tua primavera,
Rosa, como você diria
'IMPONENTE NA ROSEIRA'.

[Parabéns]