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domingo, 25 de julho de 2010

[Sobre alguém.]

São nessas madrugadas de brisa quente,
Que me pego a ver minimamente,
Todas escreverem o mesmo para ti.
Exaltando tuas facetas, tua beleza, teu escrever puro e cheio de louvor.
E me pego feito criança tola,
Que nada mais fez, do que imitar...Limitar!
Comparando-me, e sinto assim,
Tudo foge de mim,
O controle,
O caminho,
O destino.

Fatídica noite sob teclados,
Sob incertezas, sobre recados.
Sobre promessas, sobre ansiar.
Falar do presente,
do futuro,
e do passado.
Dúvidas circundam meu cérebro,
Dores físicas,
Dores da alma,
Dores essas, da vida.
Leia meus devaneios sem fim,
sem começo,
sem receio,
sem medir.

Me disse que queria escutá-los...
Queria lhe pedir que afinasse seus ouvidos,
vc entenderia.
E essa nova vizinha?
Não respeitaria o som de um artista?
Exploda essas 4 paredes.
Este infelizmente, é o mundo real.
Me dê os óculos escuros...Quero cor...!
Eu só estou vendo o cinza...
Esses arranha céus me tiram o folêgo....
Estamos na Paulista...Ela parece longa,
Louca,
Breve,
E intensa.

Tudo isso é nosso, ou são deles?
Se nem meu corpo, realmente me pertence.
Acendo velas,
Velo sonos,
Tenho sonhos,

Mas creio ser tudo imaginação, utopia, e ilusão.
Mergulho no obscuro, no profano, no absurdo.
Queria poder descansar em paz.
Se basta estar vivo, para se ter angústias...
Fala pra mim q o Universo vai paralizar...
Eu me recosto, ligo o rádio,
Está na estação da dor...
Caminhos sobre meus pensamentos desparceirados, inexatos,
Infantis.
Borboletas no aquário.
E da sofreguidão, ao menos se fez rima.
Sina de quem não consegue dormir em paz.
Tormentas, furacões, e o vento que parece soprar contra todos nós...
Rostos desconhecidos, desfacelam-se, derretem sobre minha retina...
Meus ouvidos fecham-se para os zumbidos da metrópole...
Entregue a insanidade...
Mas ninguém irá notar,
ou se importar,
só irão te taxar...
Fora dos conceitos,
da ética e do bom senso...
Ponto de interrogação, é o que sou...