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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

[Seus melhores amigos, cá estão.]

- Oi, bom dia, flor do dia.
Tão soberba, me acalenta.
Ela acorda ao lado da Nostalgia.
Boceja, se entristece, fraqueja.
-Quem é você aí?
É a Mágoa que lhe pergunta no espelho.
Quem lhe joga água no rosto e penteia seus cabelos é o Vazio.
Até o Adeus lhe acompanhar porta afora, mundo adentro.
-Até mais ver.
Quem sobe junto à ela no coletivo é a Desesperança. Com malas pesadas e cara carrancuda.
-Não, você está indo longe demais.
A Dor senta ao seu lado no escritório. Companheira assídua em horas de almoço e intervalos pra cigarros.
Ela cumprimenta a Dúvida, timidamente. Esta vai e vem,nunca íntima, nunca próxima, nunca amiga.
Adora longas caminhadas noturnas com a dona Tristeza, mas esta lhe fala demais. Lhe atrapalha no discernir, e é por vezes, largada no meio do caminho.
Ela lhe grita:
-Volte, não esqueça, esmureça.
Ao se deitar, acarinha o Medo, ora junto ao Seu Desassossego, conta histórias juvenis pra o Sr. Engano, e canta canções de ninar pra Dona Demagogia.


Até se esbaldar num jantar a sós, a luz de velas, com a Ilusão. Falar por horas ao telefone com a Saudade, se embebedar de vodka com a Revolta, engraxar os sapatos da Derrota.
Cruzar a Paulista lentamente, de mãos dadas com o Cansaço.
Trocar cartas com o Conformismo. [Muito, muito prolixo.]
E amar, amar e amar, somente amar com o coração e a alma, sem lógica ou precedentes, o Desprender.
Beijar lentamente, tal qual a dose que separa o remédio do veneno,o Desmoronar.