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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

[minha sessão.]

E são nesses engarrafamentos, que sinto a alma dissolver.
Entre as buzinas que me angustiam, entre a pressa surda, muda, distante.
Entre os faróis que sopro pra ver se abrem.
Entre meus sorrisos longos, e meus passos largos.
E ouço badalar.
Entre os invisíveis, os sombrios, os perdidos entre lixo, pregação e falta pelo que esperar.
Trás consigo um cigarro amassado, uma mochila pecaminosamente pesada, e uma mente que estravassa. Que não sucumbe ao habitual, ao cotidiano estupidamente massante.
Lembra de Almodóvar, de Kubrick, de Tarantino.
Remodela, edita, filma [com os olhos que tudo vêem.]
E brinca com seus atores fálicos e anônimos.
Lhes presenteando com histórias faceiras e enigmáticas.
É, assim, lhe parece menos cinza.
Menos estúpido, menos informal.
Menos distante, menos brutal.
Menos infame, menos casual.
Roteirista da Sé, da vida.

sábado, 10 de outubro de 2009

[...]



-Mãe, tô contra o sistema.
-Agora vou casar com uma vadia, usar heróina, tocar numa banda, destruí-la, e morrer.
É a 'ATITUDE PUNK'.

=***
;]

¬¬

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

[E eu sacio minha vontade nos desencontros.]

Vem pra mais perto...
AGORA SAI, SOME DE VEZ.
A gente não sente falta
DO PEDAÇO, DO DESCASO.
Pode continuar falando,
VAI SUMIR, E NÃO VAI SANGRAR,
NEM PERSISTIR.
Não ligue, não apareça
ESMUREÇA.
Finja euforia,
ROMANTISMO, PURO OPORTUNISMO.
Dispense essa alegoria,
EU CONHEÇO TEU BLOCO, TEU RITMO, TUA PALAVRA SEM SOM.
E eu não busco harmonia,
QUE IRONIA, NÃO??!
Devorou a maçã envenenada,
E AO INVÉS DE MORRER, SE ESBALDOU.
Sugou os sentidos todos, um a um.
E ESQUECEU.
SIMPLES ASSIM.
A cada dia uma lembrança que se perde.
A CADA NOITE, UMA ESPERANÇA QUE CRESCE,
OU QUE SE PERDE,
OU QUE SE REPETE,
OU QUE INTERFERE.
Nada como saciar a sede,
DEPOIS A GENTE JOGA O COPO FORA.
TIRA O CORPO FORA.
Ri apavorado,
DESEPERADO.
Ou só aguarda o movimento gélido dos ponteiros,
GUARDA A EMOÇÃO,
DESGUSTANDO O MAIS PURO E VAZIO DOS SENTIMENTOS.
SERÁ QUE VOCÊ SE IMPORTA?