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sexta-feira, 31 de julho de 2009

[A morte de João Moreira Maia]

Perto das onze cheguei em casa na terça-feira, e minha avó já vinha com a fatídica notícia: O TIO JOÃO MORREU.
Ora, não seria uma grande surpresa pois o homem havia completado 93 primaveras, no último dia 6. O senhor proveniente de 1916, era tio de minha avó, o irmão 'ovelha negra' da bisa Sula. Era conhecido por ser falastrão e galanteador. Perdera sua esposa, Margarida, havia 7 anos. Suicidou-se a pobre.[depressãocrônicaltda.].Mas ele não abriu mão de degustar o tempo que ainda tinha.
Morava só, e por incrível que possa parecer não tomava um só medicamento, além de comer brutalmente. Tinha uma saúde de ferro, e lembro-me com clareza das pratadas de macarronada às quartas-feiras lá na casa da vó.ASSOMBROSAS.!
Mas não vim contar-lhes sua vida. Mas sim sua morte. O acontecimento do ano.
Tratamos de ir ao cemitério, minha tia, eu, e o anjo bom Cleonice, que há 13 anos cuida do nosso lar como se fosse o dela. Além disso, ela que acolheu o tio nesses seus últimos lampejos de vida. Em sua casa, sem pedir nada, nada mesmo em troca.
Tio João não deixara filhos, netos. Seus parentes mais próximos, eram seu irmão de 86 anos, e sua sobrinha, minha avó, de 80, sem mobilidade física.
Cléo chorava incontidamente. Lembrava que na mesma noite em que ele falecera ela havia lhe dado o jantar, e ele, lhe pedira, para quem não voltasse mais ao hospital, apesar do seu pavor em ficar só.
E profeticamente, meia hora após ela ter 'lhe deixado', seu coração cansado de tanto bater, ele PARTIU.
E exatamente como veio. SÓ. E incrivelmente, me remeteu à história do cão que se arrasta para longe, tudo pra morrer longe de todos.
Olhava a madrugada fria escorrendo. Gente fumando, sorrindo medíocre do lado de fora da sala dos mortos. Observava pelo vidro, as duas com atestado de óbito, que sentenciava [INSUFICIÊNCIA CARDIO-RESPIRATÓRIA], e mais milhões de folhas de cheque.
MORRER CUSTA CARO.
Escolheram o caixão do tio e resolveram mais coisas burocráticas, enquanto o corpo aguardava no necrotério, GÉLIDO.
Passadas das duas, chegamos em casa quase tão mortas de cansaço quanto o tio.[tá, desculpem, mas tinha que conter uma parcela de humor negro!rá!], e minha avó já cobrava explicações detalhadas.CAPOTEI. Ouvia ao fundo a preocupação demasiada dela em relação à campa, e com a parte da família hípócrita que não poderia desmarcar seus ilustres compromissos para dar adeus ao tio. Era um alívio para muitos o 'fim'. Uma certeza de contenção de gastos e preocupação. Eu pensava, que se nem nessa hora podiam ser complacentes, quando seriam? Meu pai também se absteve. Era sua forma depressiva de sentir. O Auto-Cárcere.
No dia seguinte tinha a árdua missão de cuidar da vovó e da casa, mas sem pretensões em ser equivalente a Cleonice.
Os nervos estavam a flor da pele. E em meio a 'telegramas telefônicos fúnebres', uma chuva torrencial e intermitente, fomos ao velório.
Havia ainda o problema da roupa, que precisava ser buscada em sua casa, e temiam pelo 'endurecimento cadavélico'.
Quando adentrei, meu pai fôra de encontro à tia, pois soubemos que o jazigo da família, tinha sido comprado em 1920, e sofria riscos de desapropriação.
MORRER EXIGE ESPAÇO.
Foi necessária a exumação da tia Margarida, oficializada pela família dela.
Agora a ' caixinha' ficaria perto do tio.
O enterro estava marcado para as 4, mas as pessoas chegaram as 3. Aquela coisa toda da cordialidade estúpida.
Até que vi um GATO, sim minha gente, um felino deitado numa das cadeiras da sala mórbida. Alguém questionou sobre ser o gato do tio João, um que mesmo depois de atacá-lo ferozmente, continuava sendo 'seu filhinho'. O gato permanecera lá até o corpo sair. Quieto, deitado, espectador.
Me INTRIGOU. MESMO.
Passadas das 4, da quarta, ainda não haviam decidido toda a burocracia da campa.
E o maldito padre, disse que não daria tempo da oração. para uma família católica, isso resultaria no 'arder no inferno'.
Ele rodeava e pressionava minha tia com o tempo. e ela nada podia fazer a não ser esperar.
Aquele diácono desgraçado, ou sei lá o que, queria era sair mais cedo.
Depois distribuiu uns folhetos, fez uma leitura porcamente rápida, e assim pode se fechar o caixão com todo o louvor eufórico católico.
Exatamente nessa hora, a Cléo teve um piripaque dos bravos e desmaiou.
Eu segui o cortejo de uma meia dúzia ou menos, enquanto parte dos presentes a acudia.
Depois de longa caminhada, finalmente chegamos.
Ajudaram a largar, isso mesmo, largar o caixão próximo a gaveta e zarparam como fugitivos que tem na porta aberta a chance de liberdade.
Eu lá fiquei. Morrendo de dó do tio ser enterrado ali, sozinho.
Eu, mais três coveiros e um cachorro grande, preto, imponente, que ficou deitado sobre a campa até o tio ir mesmo concreto abaixo.[sim, eles não enterram mais ninguém].
e quem disse que o tio cabia?
Quebra daqui, dali, gira, amarra a corda.
E eu entre meus pensamentos , ali na terra dos mortos. Me vinha a prima da tia e do pai oxigenada. O gato branco na cadeira. O desespero da Cleonice, a mesquinhez de alguns, que falavam em dinheiro na poupança,nos móveis a serem ofertados a um antiquário.
Ali estática, muita coisa passava. No silêncio mortal. No sopro vital. No alicerce qua ainda me mantém respirando.
E a tarde caía. Feito máscara de político.
As placas grandes, o tijolo, o cimento.
Meu pai surgiu.
Agradeceu à eles com vil metal e sorrisos singelos.
Descemos a semi colina.
E assim, naquela quarta-feira, o homem quase centenário, quase interminável, desceu a 7 palmos enfim, de terno.

terça-feira, 28 de julho de 2009

[13 milhões em investimentos para VIVISSECÇÃO!]

Absurdo a informação logo pela manhã, que me deixou perplexa e raivosa.
Toda essa grana em investimentos para torturar OS POBRES DOS PORQUINHOS.
Mas os direitos humanos sancionam perante aos mais inescrupulosos, e não intervem quando se trata dos '4 patas'.
Porque seres humanos lixos, não são usados para isso?
[TESTANAMÃE]

DIGA NÃO À VIVISSECÇÃOOOOO!

amaisestranhahistóriadeamorquealguémjáescreveu

[coisas de amor para meu marido]

Sigo o infinito,
Tropeço no acaso,
Atravesso o descaso, e ali está você...
Passeio entre as ruínas,
Viajo pela calmaria,
Reviro meus avessos, e ali está você...
Caminho no absurdo,
Me perco no profundo,
Chego ao submundo, e ali está você...
Sonhos dilacerados,
Medos concretizados,
Verdades estampadas, e ali está você...
**********************************************************************************

Milhões de autores tentaram ilustrar o que é amor...Alguns dizem que 'é ferida que dói e não se sente,' outros disseram que 'a medida de amar é amar sem medida', ou que o amor é sentimento egoísta...
Mas ninguém é capaz de nomear, enquadrar, exemplificar, o que se passa nesse coração complexo...
Adentrou em minhas artérias sem pedir licença...Invadiu meu 'latifúndio', e ali permaneceu...Com graça, com amor, com sonhos...
Amigo, irmão, confidente...
Sem você, simplesmente não sou...
Deu a mim seu riso, o seu verdadeiro 'eu'...
Passeamos entre lágrimas e satisfação...Pegue minha mão e vá comigo, pra longe, pra perto, ou somente para dentro de mim...Porque me conheces, me estima, me respeita...
Que os 'grandes' me perdoem...Mas não podem medir a dimensão de meu apreço, minha dedicação a você!
Dizer que te quero perto por toda vida é quase um pleonasmo...
TE AMO do fundo da alma...Meu espírito complacente...!

[Vanguard _ Semáforo]

Hoje é terça-feira
O céu borrou a cor
Ó minha mão do céu
Ó meu pé do chão
Ó minha mão do céu
Ó meu pé do chão
Eu não ouço vocês
Eu não ouço vocês
Eu não creio em vocês

Só acredito no semáforo
Só acredito no avião
Eu acredito no relógio
Só acredito
Eu só acredito

Hoje é terça-feira
E o céu se põe debaixo do tapete
Um tesouro
Eu não acredito, eu não acredito, eu não acredito, eu não acredito não

Só acredito no semáforo
Só acredito no avião
Eu acredito no relógio
Acredito no coração

Não, não, não

Hoje é terça-feira
Hoje é terça-feira
Todos meus amigos
Todos meus amigos
Todos meus amigos
Todos seus amigos
Todos meus amigos
Todos meus amigos
Todos meus amigos
Voam...voam...voam

Com olhos de anis
Com asas de fogo
E meus olhos cheios
De mágoa então

Hoje é terça-feira
Hoje é terça-feira

Todos meus amigos
Todos meus amigos
Todos meus amigos
Todos seus amigos
Todos meus amigos
Todos meus amigos
Todos meus amigos
Todos meus amigos
Querem morrer...
Querem morrer

sábado, 25 de julho de 2009

[queroviverqueroouvirquerover.]

Era uma noite de inverno. Daquelas que congelam mãos e cérebro, daquelas que sentenciam sedentarismo e resguardo.
Aquelas noites de improviso, de desvios de atenção, de procura, de 'achismos'.
Era quase madrugada quando murmurou em meus tímpanos. Quando senti 'falta de sentir falta' de ti.
Guardei em meus lábios a desesperança de nossos desencontros.
Busquei nestes anos todos, a eXpectativa de lhe ter.
E rodopiamos em grandes círculos, e despedaçamos a vontade, o que fez todo o sentido.
E o panapaná intermitente, volta a me assombrar.
Em uníssono, minha garganta, mente, hão de gritar.
Vendo o cinzeiro se mover, o livro a me dizer, o som a ecoar.
Na garupa do cometa, indo distante, não tem de importar.
Ensinaste a não pensar, mas o que há de se prever?
Se és minha sina bizarra, e eu sou tua alergia incrustada.
Se minha sociofobia não se estende a você.
Se minha covardia me fez retroceder.
Mas ouvir tua melodia,
Irradia, faz sorrir simples,
Leve, nostalgia.
Destrua meu tédio.
Assim, dia após dia.


[80 anos da vovó.]
[saudadeZ.^^]
[tattoo nova.]
[tattoo nova(2)]
[cabelo novo.]
[sonhos novos.]
[lendo: Nydia Licia.]
[ansiosa pelo 'clubinho do cinema'.]
[quero Alice logoooo!;]

bjovêsemeerra!
^^

quinta-feira, 23 de julho de 2009

[.além do que se vê.]

Observa.
As folhas que correm de ti, secas, frágeis, MORTAS.
Observa.
As faces gélidas, descendo em estações, sucumbindo às SENSAÇÕES.
Observa.
O riso farto, desmedido, DECLARADO.
Observa.
Os passos largos, a pressa bestial, a face CONFIDENCIAL.
Observa.
Mas não pense.
Nada deve mais importar.
[numa conversa de 2 horas com muitos risos e novos ensinamentos.]
[eu não sou daqui, eu sou de MARTE.!^^]



Câmbio desligo!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

[estar sorrindo assim é normal???]

É...
Realmente preocupante...!
DANGERRRR!!!!!!!;]
Fico o dia todo sorrindo ao nada, com um humor incrível.!
Aonde foi parar toda a melancolia? Trocou de endereço, de coração.
O resto é apenas Nostalgia.!


['na queda eu me despedacei, mas eu já me permito MUDAR.']




*Love*



;]

sexta-feira, 17 de julho de 2009

[A que não toma café + A que não faz café = RISOS SEM FIM]

Porque até as reuniões mais chatas do Universo, ocorrem os sorrisos de doer o estômago...!



;]

quarta-feira, 15 de julho de 2009

[Nota]

Não falo mais em futebol.
Pelo menos, por enquanto.Porém antes disso, as considerações.
Afinal, tá parecendo mais o programa do Roberto Justus.
Segue-se a listagem dos 'demitidos':
Muricy Ramalho.
Vanderlei Luxemburgo.
Vagner Mancini.


E os 'CHATÉRRIMOS' corinthianos, vivem exaltando a 'boa fase'.
Obviamente, anulando as 'péssimas fases' dos outros clubes.
Afinal, os gambás ganharam um sócio, patrocinado pela nike e pela rede BOBO.



.enquanto isso, eu vou rindo a toa, com nossos respeitáveis 3 títulos mundiais, 3 libertadores, e 6 brasileiros.


=)))))
AVANTE TRICOLOR!=)

[Você já testou sua tolerância hoje???o.O]

terça-feira, 14 de julho de 2009

[falemaldemimfaleoquequiserdemim]

Poxaaa...Meu subconsciente é uma merda mesmo.
Não quero mais sonhar, ter pesadelos, enfim, seja o que for, eu quero que pare.
Afinal, se dormir é para descansar, não há de ser para desordenar meus sentires.



*A fulana dizia que sim...!!!
Que eu era GORDA!



[semcontarsuacaradejunkie]





E o inconformismo surge por conta da [caradepaultda.=*]
Palavras podem soar tão falsamente quanto a ferruada de um escorpião.

Sabe, quando você não acredita que nada tenha sido verdade?
Que momentos foram desperdiçados/despedaçados, e apenas coadjuvou perante à isso?


Que o filme se repete, e que ainda se envaidece.
Meu desprezo profundo.
[bizarricesdefinsdetarde]

.'Tudo que é sólido desmancha no ar.'



...

sábado, 11 de julho de 2009

[...o que faz ser diferente.!]

Olha...As mesmas árvores, com suas sombras mórbidas, a pequena praça, cheia e cães e solidão.
As mesmas vielas, as paredes sempre da mesma cor. O cinza que pulsa sob o céu de metrópole.
Vazio, medo, interrupção.
Os mesmos rostos falhos. Os mesmos sorrisos empalhados. As mesmas lágrimas contidas e ardidas.
As mesmas sensações.
Impulsivas.
O mesmo dar de ombros, o mesmo silenciar entre os escombros...
O mesmo som ao despertar. O mesmo medo ao se deitar.
O mesmo procurar eterno e interrupto.
O mesmo sabor do escuro.
Mais do mesmo.
Apenas um pouco mais.
Repetindo, sublinhando.
Os mesmos passos em direção à coisa alguma.




ejectplay....!



;]