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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Como a gente faz quando acha que desmoronou-se tudo? O que é ser sem estar, o que é provar sem sentir?
Cansei de ter uma culpa não minha, e da auto flagelação a que me propunha. Ora, se lamentar, esperar e agonizar não fôra suficiente o que mais seria?
A quem deveria provar inocência? A quem preferiu a decadência surda e mortal? Para quem falaria de confiança? A quem pediu-me fingir?
Se nessas aparências devo prosseguir, que faça. Desarmei, sumi, saciei.
Descobri meu valor na dor. Descobri minha esperança na desilusão mais profunda.
Aguentei grosserias e maus agouros. Suportei partidas, palavras gélidas, indiferença, nostalgia. Ignorei, relevei, compreendi, lutei. E o que fez? Vi braços cruzados e insensatez. Vi guerreiro fraco, vi olhos manchados, vi o que há de mais estático.
E não quis a pena, a parte pequena que reservou a mim.
E só sobrou o que tinha de mim. E isso era um tanto tão grande, que quando dei por mim, estava assim, a sorrir.