BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS

terça-feira, 24 de março de 2009

Hoje vou vomitar sem ser poética. Vou rugir feito leoa enfurecida!
1 lexotan e meio e nada de sono! Só aquele maldito panapaná de borboletas em meu esôfago. Que mais parecem ondas radiotivas em meu ser!
Chorar é um saco! O nariz escorre, os olhos incham e dá uma PUTA dor de cabeça. E quando acha que dormir é uma fuga, aí que os pesadelos começam. São a extensão dos dias de merda que se propagam.
Há 4 cartelas de paroxetina 20 mg. Elas me olham com tesão, de me devorar.
Mas no final das contas, eu não sou a garota articulada, despojada e desencanada. Eu sou um poço sem fim.
Não sou a moderninha descolada, não sou a beldade da estação. Eu sou o mais turvo.
A rosa negra e roxa que isola-se das vermelhas.
E se você me perguntar se sou feliz, direi com um riso sarcástico que sim. Porque vou mentindo pra mim mesma, vou usando mascáras e ensaiando roteiros.
Sabe quando dói tanto que preferiria dar um braço?
Sabe quando uma imagem faz do teu coração mil pedaços?
A espera é que fode tudo. Porque a esperança move, cutuca as feridas.
Cria ilusões patéticas. "São as mentiras que nos ajudam a viver".
E no final eu acho tudo isso um saco. Psquiatria, psicoterapia, religião.
Eu dei as costas para essas falsas respostas.
Quando não há mais nada, deve-se partir. Para onde possa começar do zero.
Para onde as lembranças estarão apenas dentro de mim. E não queimando minhas retinas dia a dia.
Sou hoje apenas uma sombra que vaga, em busca de uma luz que se apagou.
Ora, se não fosse a falta de ânimo vital, seria mais o que?
Esses muros com nossas emoções pichadas em letras garrafais.
Nossa história tá no cinema, tá no dilema que é pensar.
São manchas avermelhadas pelo corpo todo. Um vulcão em erupção, uma bomba relógio pronta pra explodir.
Tudo irrita, tudo é chato, tudo é marasmo total.
E dói, dói, dói.
Sou tua lembrança passada. Há de estar construindo novas delas, com tantas outras, com tudo aquilo que não pude lhe dar.
Sinto-me patética.
Nesta data que tanto me incomoda. São 5 meses.
Então eu me despeço. Com esse jeito de "mãe neurótica", com essa condição depressiva e diabólica. Recolho-me ao meu canto de lamentações.
Sucumbi, confesso eu.
Não sou forte.
Não consigo reverter.
Não consigo evitar ou deixar de sentir.
Não consigo mais lutar, ou partir.
Que me lembre assim, como um sonho bom.
Antes tudo fosse irreal. Mas é passional.
Eu não caibo mais nesse coração. Só há um espaço vazio.
E VIVA.
Já que eu não parei de morrer desde aquele dia 24...
[O teu amor é uma mentira, que a minha vaidade quer...E o meu poesia de cego, você NÃO pode ver... -Cazuza]