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quinta-feira, 19 de março de 2009

É...Às vezes nem me parece que passou tanto tempo assim. Talvez eu ainda esteja na sala, esperando você chegar com umas rosas murchas, se desculpando pelo longo atraso. Ora, talvez os carros não lhe permitiram passar. Talvez a chuva tenha lhe impedido de atravessar...
Talvez você volte com uma boa desculpa, ou com uma carta curta, que me faça reclinar.
Pode ser que você venha me buscar numa tarde semi escura, com uns trocados, e com a cabeça na lua. Pode ser que você suma no vento. Mas que ele sopre pro meu lar, pro meu ar, pro meu aconchego.
E que venha lento. Que possa deleitar-me com pequenos sentires.
E que se prove nessa distância breve.
Talvez você escute aquela canção e mesmo com o peito esfacelado, pense.
Ou talvez você encontre nessa fumaça de cigarro, o meu pouco.
Eu estarei nessa dose, nessa estrada que te leva pra longe.
Talvez você repita. Talvez você omita.
Talvez você presinta!
Talvez você limpe do teu olfato meu cheiro.
Talvez rasgue as fotografias em forma de desespero.
Talvez com esse terno negro, sorri para não desfalecer.

Pode ser que você não há de ter aprendido a ser solitário
E aceitar somente os retalhos.
Talvez você se arrependa. Talvez você volte à mesa.
Talvez você enlouqueça. Talvez você saia à francesa.
Ou pode ser que você em seu auge de romantismo lacônico e desmemoriado,
Pegue minha mão e me faça saltar.
Você me ensinou que de nada valem as palavras, mediante a atitudes cegas.
[Amo.!]