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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sou uma mentira, que você teima em acreditar!

Bonequinha de Vudu, anjo torto, andando no meio fio.
Era tarde da noite, quando subitamente, ele a "caixa" entregou,
Como se entrega flores em forma de dinamite.

São mentiras que teimamos em acreditar,
Frases tolas só servem pra ofuscar.
Nada é real ou relativo.
Nada é sensacional ou absurdamente imprevisível.
Nada é palpável ou infinito.

E o que restou a mim?
Dívidas com a vida sem começo, meio e fim.
A hostilidade me protege, me faz capaz.
De transformar a face nula em riso maestral.

Sou apenas mais um clichê existencial.
Sem finais extraordinários,
Sem fazer parte do imaginário,
Sem carregar o fardo do "especial".
Produção em série,
Sem manual.
Percentual de venda:
Em cada metro quadrado, um coração orquestrado.
DOMINADO,TREINADO.

Sou comédia romântica de inverno,
Livro do Paulo Coelho.
O discurso de ex viciado, EVANGÉLICO.
Propaganda política,
E final fatídico de novela.

A vida...
Roteiro ensaiado, predestinado.
Marcado por retóricas,
Demarcado em pequenas estrofes.
Indecifráveis, ilegíveis,
Implacáveis.

Palavras por vezes,
São PEQUENAS.
O desânimo, o descrédito,
Por si, gritará.

Quero uma canção de ninar,
Pra cuidar da minha alma, desse mundo doente.
Sou uma mentira que você teima em acreditar!
Bailarina, excêntrica,
Radioativa.
Sou uma menina evasiva, invasiva,
E vazia.
Um eco em mim.
Que me ensurdece,
Como mil clarinetes ferozes,
Tocando em meio a esse pouco de massa cefálica.
FARSA!
Senso comum, estatística que não há falha.
Sem grandes emoções,
Sem grandes verdades.
Objeto dos adjetivos.
Escrava da demarcação do meu moralismo.



[Pedro, Carpinteiro do Universo, O dia em que a Terra parou - Raul Seixas!]
[Insane!]
[Mais do mesmo.]
[Crise dos 24.]
[Cansada dos discursos "políticos"]
[Insônia.]