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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Dê uma nova chance para a VIDA....!

Neste dia tão absurdo e soturno, ora tempestade, ora raios solares.
Fatídica notícia...A vida nos toma de assalto,
Mais PERCALÇOS.
A despedida.
O que temos, além de dois ombros e palavras docemente ditas?
Atravessaremos a cidade e a vida, pra consolar uma alma amiga.
E a chuva dispersa, amarga, sublimina.
Qual é o preço da saudade?
E quanto vale a realidade crua, desnuda?
Por mais que não lhe caiba mais no colo,
Por mais que não lhe tenha como herói.
Recorde das peripércias,
Do amor fraterno,da passionalidade,
Espera, milagre.
Afinal, foram estes olhos que enxergaram a humanidade por você,
Construindo seu eu, sua existência,
sua desobediência de pensar.
E é por isso que os renegamos...
Porque nossos olhos vagarão pela imensidão.
Eles ficarão barbados e sedentários,
Doentes, velhinhos, amedrontados.
Tarde demais para bolas de futebol,
Tarde demais para passeios no parque.
Mas nunca tarde, para saber o que isso significa.
O sangue não inibe, petrifica.
E mesmo as frases quase ditas,
Ficam entre os lábios,
Sabendo que seriam proferidas.
Jamais diremos tudo que se faz necessário,
Os momentos se perdem, simplesmente passam.
E colecionamos sensações,
Mágoas e difamações.
Aonde percebemos que somos mais humanos do que imaginávamos...
Somos imperfeitos, egoístas e dotados de muito, muito receio.
Dizer o que sentes, é se revelar.
Se desmascarar,
Se fragilizar.
Dizer, é ser.
E não dizer, também o é.
O que está implícito,
Também é realismo.
E quem contestará essa veracidade?
Quem dirá que é imoralidade?
Aprendemos a costurar nossos lábios quando crianças.
A ter sutileza entre a verdade.
A medir, a agradecer, sem ter vontade.
E essa espontaniedade, para onde irá?
Os colarinhos esganaram suas vozes?
Será?
Dou-lhe a mão nesta jornada de espinhos,
E a tua mão também está aqui, dentro deste coração partido.
O vejo agora, deitado sob estrelas,
Observando o quanto vã é a tristeza terrena.
[Luto]


[Heros - David Bowie ]

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